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As 7 regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal

Graças aos colonizadores portugueses, o estado de Minas Gerais tem uma das tradições queijeiras mais antigas do país. Com métodos de produção que registram do século 18, eles foram transmitidos de geração em geração por inúmeras famílias produtoras dessas delícias que encantam pessoas de todo o mundo.

É considerado Queijo Minas Artesanal aqueles feitos a partir de mão de obra familiar, com produção em baixa escala através de leite cru (não é permitido leite pasteurizado), produzido na propriedade (proibido aquisição de leite), utilizando coalho “pingo”, salga seca e prensa manual. O modo artesanal da fabricação foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

A tradição no modo de fazer, associada as influências dos fatores físico-naturais, como as pastagens que alimentam o gado e as bactérias específicas dos microclimas de cada uma das microrregiões produtoras transferem características muito marcantes aos queijos. Essa identidade do queijo oriunda de cada microrregião é oficialmente reconhecida pela denominação de origem ou procedência.

Conheça cada uma dessas microrregiões:

Mapa do queijo

Araxá

A região produz o Queijo Minas Araxá há mais de dois séculos e mantém a mesma técnica introduzida por colonizadores portugueses. As mulheres continuam sendo maioria na produção por terem mãos mais quentes. Assim a massa não esfria.

Consistência: semidura, com tendência a macia, de natureza manteigosa. Textura: compacta. Cor: branca a creme, homogênea. Crosta: fina, amarelada, sem trincas. Odor e sabor: ácidos, agradáveis e não picantes.

Cidades: Araxá, Campos Altos, Conquista, Ibiá, Pratinha, Pedrinópolis, Perdizes, Sacramento, Santa Juliana, Tapira, Uberaba.

Canastra

Além da beleza dos campos de altitude, a Serra da Canastra encanta, também pelos seus queijos artesanais. Aqui, a arte de fazer o queijo é um patrimônio imaterial. De sabor inigualável, o Queijo Canastra tem lugar garantido na gastronomia mineira.

Consistência: semidura, com tendência a macia, de natureza manteigosa. Textura: compacta. Cor: branca amarelada. Crosta: fina, amarelada, sem trincas. Odor e sabor: ligeiramente ácidos, não picantes e agradáveis.

Cidades: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí, Vargem Bonita, São João Batista do Glória.

Campo das Vertentes

A produção se mantém fiel ao modo de fazer queijo dos primeiros moradores. Eles descobriram no queijo artesanal uma possibilidade para aumentarem a renda. O queijo aqui é uma importante referência gastronômica.

Consistência: semidura, com tendência a macia, porém firme. Textura: fechada, podendo apresentar algumas olhaduras irregulares. Cor: amarelo-palha e coloração interna branco a creme. Crosta: fina. Odor e sabor: pronunciados, levemente ácidos, mas não picantes.

Cidades: Barroso, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Carrancas, Lagoa Dourada, Madre de Deus de Minas, Nazareno, Prados, Piedade do Rio Grande, Resende Costa, Ritápolis, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, São Tiago e Tiradentes.

Cerrado

No Cerrado Mineiro, naquelas áreas que beiram os imensos chapadões, os solos férteis e o clima típico da região proporcionam um “terroir” único para a produção de um saboroso queijo artesanal de leite cru.

Consistência: semidura, com tendência a macia, de natureza manteigosa. Textura: compacta Cor: branca amarelada. Crosta: fina, amarelada, sem trincas. Odor e sabor: ligeiramente ácidos, não picantes, agradáveis.

Cidades: Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Tiros, Varjão de Minas, Vazante.

Serra do Salitre

Os fatores climáticos, aliado às pastagens, ao trato do rebanho e à genética, permite o desenvolvimento de bactérias e processos enzimáticos que dão sabor amanteigado e a alta qualidade do queijo desta região.

Consistência: semidura, com tendência a macia, de natureza manteigosa. Textura: Compacta. Crosta: fina, resina amarela (no tipo imperial), sem trincas. Cor: branca amarelada. Odor e sabor: ligeiramente ácidos, não picantes e agradáveis. 

Cidades: Serra do Salitre

Serro

O sabor deste queijo é inconfundível, por conta do tipo de pastagem do gado leiteiro, clima e segredos da produção. A tradição foi introduzida pelos colonizadores portugueses e a produção virou herança familiar.

Consistência: firme e levemente quebradiça. Costuma ser um queijo mais úmido que os demais. Cor: branca amarelada. Textura: compacta. Crosta: fina e amarelada, sem trincas. Sabor: brando, ligeiramente ácido

Cidades: Alvoradas de Minas, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas, Coluna, Serro

Triângulo Mineiro

O clima, altitude, solo, vegetação e a prática de fabricação dos municípios desta região garantem características sensoriais diferenciadas ao queijo desta região e que merecem destaque.

Consistência: semidura, com tendência a macia. Textura: compacta Cor: amarelo ouro, homogênea. Crosta: fina, amarelada, sem trincas. Odor e sabor: cheiro levemente ácido e sabor suave, com ligeira acidez.

Cidades: Araguari, Cascalho Rico, Estrela do Sul, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Romaria, Tupaciguara e Uberlândia.

Por isso não existe o tal “Queijo Canastra de Araxá” que muitas vezes observamos escrito nas plaquinhas das lojas. Porque ou o queijo é da Canastra ou é de Araxa! 😉