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O que são PANCs?

Erroneamente achamos que é somente no mercado ou na feira que podemos encontrar plantas comestíveis. Porém, nem todas as plantas comestíveis disponíveis na natureza estão nas gôndolas dos supermercados.

As plantas alimentícias não convencionais, ou PANCs, são aquelas plantas que não comemos porque não sabemos que elas podem, sim, ser consumidas, ou porque faziam parte da alimentação no passado, mas foram substituídas por alimentos com maior interesse comercial ao longo dos anos. E elas existem em grande quantidade.

O termo, cunhado pelos estudiosos Valdely Kinupp e Harri Lorenzi e disseminado a partir de 2014 através de seu livro Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil (editora Plantarum), é recente, mas o conceito das PANCs existe há muito mais tempo.

PANCs podem ser desde sementes e frutas até gramíneas e variam de região para região. O que é considerado PANC em São Paulo pode ser algo tradicional no Piauí ou no Ceará, como o Umbu. Outro exemplo é a erva Ora-pro-nóbis, muito comum em Minas Gerais, mas considerada PANC em outros estados.

Não convencionais também pode ser o estado em que a planta se encontra. Bananas e mangas verdes, por exemplo, apesar de serem frutos conhecidos em quase todo o território nacional, consumi-las ainda verdes não é típico. Daí essas frutas, tão populares, serem consideradas PANCs quando presentes em um estágio diferente do tradicional.

Outros exemplos de PANCs

Azedinha

Azedinha

A azedinha é muito versátil, podemos usar suas folhas em saladas, sopas, patês, omeletes e sucos, queijos macios, peixes, vitelo e suínos.

Beldroega

Beldroega

Ácida e crocante, vai muito bem na salada. Também pode ser consumida refogada no óleo ou na banha com alho e cebola (depois de cozida, lembra um pouco o espinafre, só que mais suave). Às vezes é chamada de ora-pro-nobis (até por Guimarães Rosa), mas, apesar de as duas folhas guardarem semelhanças entre si, são espécies totalmente diferentes.

Orapronóbis

Ora-pro-nóbis

Em Minas, essa planta não tem nada de “não convencional”. É muito usada em refogados e como acompanhamento. Suas folhas são gostosas, nutritivas e fartas. Os brotos e o fruto também são comestíveis.

Peixinho da Horta

Peixinho da horta

Não é pescado, é plantado mesmo. A folha, cheia de pelinhos, ganhou o nome por conta do seu formato. Também conhecido como lambari-da-horta, é usado para chás e empanado, como aperitivo.

Capuchinha

Capuchinha

As flores, amarelas, vermelhas ou laranjas, são comestíveis, assim como as folhas, que são ótimas verduras, nutritivas e com gostinho de agrião.

Usar estes ingredientes é bacana por vários aspectos. Primeiro, pelo gustativo. A maioria dessas plantas têm gostos incríveis, variam bastante o paladar. E também pelo fator nutritivo. Elas crescem em abundância. Só não são mais usadas por desconhecimento. Sem falar que, ao usá-las, contribuímos para um tipo de agricultura menos nociva.

Um viva para a diversidade. Na cozinha e fora dela!